O servidor que distribui o sinal da Startimes em Moçambique foi desligado, facto que pode afectar os clientes daquela empresa, assim como da firma responsável pela implementação da migração digital da radiodifusão moçambicana, a TMT, que é detida na sua maioria pela Startimes,
Tal facto acontece depois do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo ter ordenado, na última terça-feira, a penhora de todos os bens móveis e imóveis pertencentes à Startimes Moçambique, uma das empresas distribuidoras de sinal de televisão digital no país.
Em causa está uma dívida de 3 milhões de USD que a subsidiária da empresa chinesa Startimes Software Technologies tem com a Development Distribution Services – DDS Mozambique, Lda. A referida dívida resulta de um contrato de assessoria, que a DDS prestou à firma de capitais chineses durante o concurso que visava apurar a entidade que seria responsável pela implementação do processo de migração da radiodifusão no país.
Devido ao incumprimento do contrato, a DDS submeteu, em 2021, uma providência cautelar, requerendo o arresto de diversos bens “por um período indeterminado” até que se encontre o desfecho possível. Entre os bens penhorados, está o material de escritório, todo o sistema necessário para a concretização do processo de migração digital, viatura, imóveis e contas bancárias.
Os gestores da Startimes Moçambique, de nacionalidade chinesa, até tentaram impedir a execução da ordem emitida pelo Tribunal, mas sem sucesso. Aliás, a Polícia evitou que os jornalistas e o representante da DDS fossem agredidos pelos chineses.
Outro local escalado pelos oficiais de justiça, a fim de materializar o confisco dos bens da Startimes, foi o recém-inaugurado edifício da Televisão de Moçambique, no entanto, foram impedidos de recolher bens naquelas instalações, sob alegação de que nada do que lá está pertence a Startimes.
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